Retalho bilobulado - CEC (Carcinoma Espinocelular / Câncer de Pele)

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O retalho bilobulado é um retalho de dupla transposição associado frequentemente à reconstrução de defeitos nasais. No entanto, é um retalho muito versátil, o que permite a sua utilização em diversas localizações anatómicas, como na região mentoniana, lábio superior, pavilhão auricular, região infraorbitária, membros superiores e inferiores, entre outras.

Este retalho implica a transferência de tecido de locais onde existe uma maior elasticidade para áreas com deficiência. Permite, desta forma, encerrar defeitos cirúrgicos em zonas onde o tecido imediatamente adjacente é relativamente imóvel, de modo a que não haja distorção anatómica do tecido adjacente. Possibilita a distribuição das forças de tensão em várias direções com manutenção de uma simetria estrutural e a transferência de pele de coloração e textura semelhantes.

Baseia-se na rotação de dois lobos de tecido em torno de um pedículo comum. 0 primeiro lobo é transposto para cobrir o defeito cirúrgico primário, o que vai originar um defeito no local do primeiro lobo, que por sua vez vai ser coberto pelo segundo lobo do retalho.

Esta transposição do segundo lobo vai criar um terceiro defeito numa área de grande laxidez de tecido, o que vai permitir que este terceiro defeito seja encerrado primariamente. O padrão de natureza aleatória deste retalho deve-se ao facto deste não ter um fornecimento sanguíneo específico, mas sim, ser feito pela vasculatura anastomótica do tecido subcutâneo.

O retalho bilobulado foi descrito pela primeira vez, em 1918, por Esser para reparar defeitos cutâneos nasais pequenos a moderados. O retalho original utilizava um arco rotacional total de 180° e baseava-se em dois lobos com o mesmo tamanho e a mesma forma.

Mais tarde, Zimany demonstrou que o primeiro e o segundo lobo poderiam ser mais pequenos do que o defeito primário e que o retalho poderia ser aplicado em diferentes áreas anatómicas

Ao longo do tempo, múltiplas outras descrições do retalho apareceram na literatura cirúrgica. Contudo, em 1989, Zitelli modificou o procedimento ao limitar o arco rotacional total para um ângulo entre 90° a 110°, o que determinou um melhor resultado do retalho bilobulado e permitiu corrigir as suas limitações prévias. Esta última modificação é a mais utilizada atualmente.

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Онкодерматология
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